Hoje, ao abrir o e-mail, recebi o seguinte comentário “via wordpress”:
“Oi pri, vc não vai lembrar de mim,pois vc viu muitos garotos lá na unidade.
Eu,era um deles,doido para ser intrevistado mais não fui.
Eu tive a oportunidade de fazer um curso de mecanica fora da unidade,
e um outro amigo que tambem estava lá,teve a oportunidade de fazer faculdade.
eu vejo a suas historia,e chega me arrepio,pois,eu sei q tudo isso é verdade…
os meninos q vc entrevistou,ganharam livros lá dentro e um deles era o G*****,
que estava comigo a 1 ano e 8 meses que contou a historia dele…
eu queria lhe parabenizar pelo seu trabalho e sua coragem,continue mostrando a verdade
para as pessoas,e mostre que todo interno tem a chance de mudar..
claro que depende dele,mas depende muito mais dos funcionários que pra falar a verdade não
ajudam em nada,a não ser esculaxar,xigar e bater.
Muito obrigado pelo espaço que vc me deu para falar.
Aguardo resposta..
Rafael francisco dos santos”
Não podia simplesmente absorver… Tentei enviar um e-mail, em segundos o mesmo voltou. Quantos “Rafaéis” Francisco dos Santos, não existem? Senti que ouvi tão pouco… As horas de entrevista, com risadas, choros e silêncios, longos silêncios, estão aqui guardadas. Me fazem lembrar de todos os problemas e críticas que enfrentei para fazer esse trabalho, mais do que isso, me faz lembrar de quão humana eu ainda sou.
Agradeço, todos os que foram ouvidos, os que não foram e os que ainda serão…

Nossa, mas que grande emoção, hein?! Não poderia vir reconhecimento melhor do que esse que chegou para você.
Eu lembro bem da sua dificuldade em ir para a unidade, mas via também a sua paixão que está estampada no livro.
Pri, continue fazendo com que a sua presença ilumine o caminho das pessoas, como faz com o meu desde a primeira vez que a vi. Não vou cansar de dizer parabéns pelo seu “trabalho”. Ele já rendeu e ainda vai render muitos bons frutos. Como este.
O que dizer deste post!!! Leio e releio e ainda não consigo expressar quão valioso é dividir e trocar experiências, sempre tem muito o que, e com quem aprender, não importa o seu nível de instrução, ver seu trabalho reconhecido e valorizado dá sempre uma sensação de dever cumprido.
Pri nós nos conhecemos, e convivemos há muito pouco tempo, mas sinto que você é daquelas pessoas que a gente nota que muita coisa vale à pena, e na vida podemos encontrar varias orquídeas negras, assim como você!
Beijos…