A pergunta que abre esse post não foi feita por alguma amiga, parente ou professor, na verdade, quem me indagou tal questão em 2008, foi exatamente aquela que poderia mudar todas as respostas, uma assistente social.
Não, não cometerei o erro de apontar um culpado, como se ele existisse, não mesmo, mas nos tempos em que visitei a UI-Itaquera ficou claro como o tempo age sobre esses profissionais.
Os assistentes sociais, creio que não apenas os de Itaquera, acabam com o tempo, criando uma certa massificação dos atos infracionais cometidos pelos adolescentes. Passa a ser tudo tão comum e corriqueiro que a mesma “pena” pode ser facilmente aplicada em um caso de furto e um sequestro. Parece apelativo? Quem dera fosse.
Acabo meu post aqui, condenando o funcionário pela não ressocialização do jovem? Não mesmo.
Há sim uma parcela de culpa dos assistentes sociais, mas há também o “não papel” do Estado, que simplesmente nomeia e espera que se “dê um jeito”.
Não há nenhum tipo de trabalho realizado com esses funcionários, não há reciclagem e não há qualquer acompanhamento psicológico. Desta forma, fica ainda mais claro entender porque o “sistema é falido”, nasceu falido e assim continuará, pelo que vi, por muitos e muitos anos.

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